A mudança do mercado de Massa para Nichos
Com a chegada do comércio eletrônico e da globalização, conseguimos burlar algumas limitações físicas que temos no mundo real. Os catálogos eletrônicos fornecem uma variedade quase infinita de produtos sem precisar de espaço físico para prateleiras ou vitrines. As lojas eletrônicas são acessíveis para qualquer cidadão do mundo durante 24hs por dia. Produtos que antes não valiam a pena ocupar espaço nas prateleiras devido a baixa procura, hoje são vendidos nas lojas on-line. Existem lojas de roupas e calçados que oferecem ao consumidor a possibilidade de montar seu produto com as cores, estampas e formatos que ele deseja mas não encontra normalmente.
Esta nova leva de produtos diferenciados, que começam a ser vendidos com frequência, está mudando a forma como o mercado funciona. Provavelmente os ítens mais vendidos na lista de produtos continuarão sendo os mesmos 20% já conhecidos pelo mercado de massa, mas os 80% restantes, que representam o potencial do mercado de nichos, passam a conquistar uma fatia de mercado economicamente atraente.
O que gera o efeito 'Cauda Longa' ?Seus efeitos começam a ser sentidos quando os limitadores naturais de cada mercado são superados. Existem três fatores que costumam gerar a cauda longa :
1 - Democratização das ferramentas de produção : Gerando maior oferta de produtos/conteúdo
2 - Democratização das formas de distribuição : Facilitando a entrega do produto/conteúdo ao público consumidor
3 - Ligação entre oferta e procura : Permitindo a localização do produto/conteúdo certo pelo público certo.
O conceito de “Cauda Longa” é aplicável a quase todas as formas de mercado.
Se analisarmos o entretenimento audiovisual e pensarmos na programação de TV como sendo o topo do gráfico (20% da programação existente é responsável por 80% da audiência), podemos imaginar que o conteúdo da Internet será responsável pelo crescimento da cauda longa deste mercado. E talvez isto já esteja até acontecendo, pois as pesquisas mostram que o público jovem usa cada vez mais a Internet e menos a TV. Não acredito que este seja o fim da TV, mas que provocará uma evolução necessária em seu formato.